| Sendo a sardinha caracteristicamente pelágica, desloca-se horizontal e verticalmente na massa de água, acompanhando os deslocamentos da sua fonte de alimentos, o plâncton, que tende a localizar-se nas camadas mais superficiais durante a noite e mais abaixo durante o dia.
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| O sistema de pesca utiliza o fenômeno de bioluminescência produzido por protozoários (Noctilucius), quando estimulados pelos movimentos dos cardumes alimentando-se próximo à superfície.
A luminosidade produzida, conhecida como 'ardentia', quando avistada pelo 'proeiro' da embarcação é o sinal de que alí existe um cardume.
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A captura é feita com uma rede de cerco (traineira) de panagem de fios sintéticos, cujo comprimento total pode atingir até 1.300 mt., tendo uma tralha de bóias, que mantém a flutuabilidade da rede e uma tralha de chumbo, que mantém a rede esticada.
Ainda, presas em toda a extensão da tralha de chumbo, situam-se as anilhas através das quais corre um cabo, "carregadeira", que, puxado após o cerco, fecha a parte inferior da rede, mantendo o cardume preso.
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| Avistado o cardume pelo " proeiro", a embarcação aproxima-se e, colocando-se paralelamente ao mesmo, lança um pequeno barco não motorizado com um pescador que segura em uma das extremidades da rede.
Ato contínuo, a embarcação começa o cerco, cruzando a frente do cardume, até apanhar a extremidade da rede no caíque, ocasião em que se dá início ao fechamento da tralha de chumbo.
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Preso o cardume, a rede começa a ser recolhida até que ele seja concentrado no ensacador, que é a parte da rede de panagem mais reforçada. A despesca da rede, ou seja, a retirada dos peixes da rede para o barco, dá-se com o auxílio de 'saricos'.
O pescado é acondicionado em urnas, no porão do barco, com gelo moído.
Fotos: ilhagrande.org
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