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| Nossa Senhora dos Navegantes |
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O dia 1º de janeiro é dedicado a Santa Maria, Mãe de Deus.
Sendo esse dia dedicado à Paz, nada melhor do que dedicá-lo à própria Mãe do Príncipe da Paz. Ela nos dá o incentivo para conseguirmos a Harmonia, o diálogo, a compreensão e a fraternidade entre os povos.
Além de nos proteger nas travessias tempestuosas que por ventura nos venha surpreender a caminho do paraíso.
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Esta homenagem à Maria teve origem no Concílio de Éfeso em 431 e foi a primeira festa mariana comemorada pela Igreja do Ocidente.
A antiguidade da celebração pode ser constatada nas pinturas com o nome de “Maria, Mãe de Deus” (Theotókos) as quais foram encontradas nas catacumbas e subterrâneos cavados sob a cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa no tempo em que eles eram perseguidos.
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Em 1931, o Papa Pio XI, por ocasião do XV centenário do Concílio de Éfeso, instituiu a festa mariana para 11 de outubro, em lembrança deste Concílio. Mas com a reforma do calendário após o Concílio Vaticano II, a festa passou a ser no dia 1º de janeiro com o título de Santa Maria, Mãe de Deus.
Como Nossa Senhora é uma só, embora com vários nomes de acordo com suas aparições, evocações e milagres, as primeiras procissões marítimas de Angra dos Reis prestavam homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes e a Nossa Senhora da Piedade. Antecipando assim, o dia de suas festividades.
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A devoção a Nossa Senhora dos Navegantes, originou-se na Idade Média por ocasião das Cruzadas. Sob o título de “Estrela do Mar” os cruzados que faziam a travessia pelo Mar Mediterrâneo em direção à Palestina, rogavam à proteção de Maria Santíssima ao se verem em apuros devido a tempestades. Tal tradição foi mantida pelos navegadores portugueses e espanhóis e disseminada entre os pescadores litorâneos nas terras colonizadas pela Espanha e Portugal. Isso fez com que surgissem inúmeras capelas, igrejas e santuários nas regiões pesqueiras.
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