No dia 18 de junho de 1908, chegava ao porto de Santos o Kasato Maru, primeiro navio com imigrantes vindos da "terra do sol nascente".
Oficialmente a presença japonesa no Brasil data de 1908, mas dois anos antes, já haviam chegado ao país os primeiros japoneses. Registros documentais revelam que os primeiros imigrantes japoneses viveram para o Rio de Janeiro, pelo menos desde 1906, e portanto, dois anos antes das levas da migração oficial, em 1908.
A causa principal para tantas pessoas migrarem de seus países para terras desconhecidas é sempre a mesma: buscar oportunidades de trabalho e melhores condições de vida.
Hoje, o Brasil possui a maior colônia nipônica do mundo fora do Japão, algo em torno de 2 milhões de nativos e nipo-descendentes.
No Bananal, Ilha Grande, também existe uma colônia com descendentes dos japoneses desde meados de 1970. Eles vieram das cidades de São Paulo e Santos atraídos pela oferta de trabalho na salga da sardinha, que era abundante na região.
Com a decadencia da atividade pesqueira na Ilha Grande, nos anos 80, os nipo-descendentes continuaram vivendo no Bananal, agora, com o sustento vindo do turismo.
A foto ao lado mostra uma das primeiras famílias japonesas que vieram morar na Praia do Bananal (família Nakamashi).
A partir de 1910, após alguns anos de sofrimento e de conquistas em São Paulo, os japoneses passaram a ser mais respeitados. Os imigrantes, a partir daí, passaram a vir do Japão e se estabelecer como pequenos agricultores produtores de arroz e algodão (na época produto-base da indústria têxtil mundial, tão valorizado quanto o café).
A primeira colônia japonesa foi fundada em 1911, em Sorocaba, no interior de São Paulo.
Rapidamente foram surgindo mais colônias japonesas e cada vez mais organizadas na região de São Paulo. Organizavam a vida civil e comunitária nos moldes da distante terra natal. A primeira coisa que faziam ao constituir uma colônia era organizar uma "associação" para tratar de assuntos comunitários e construir um "auditório" que servia como sede da comunidade.
Outra providência era cuidar da educação dos filhos. Ao chegarem a uma fazenda ou colônia imediatamente encarregavam alguém em condições de dar aulas simples de linguagem e matemática às crianças, organizando turmas e horários, surgindo assim, as nihongakkõs (escolas rurais de ensino elementar em japonês).
A partir de 1920, com a ampliação do sistema de colonização de terras no interior de São Paulo, o fluxo de imigrantes japoneses para o Brasil acelerou-se. Foram pouco mais de duas décadas de posperidade antes da segunda guerra mundial.
A partir de 1941, quando os Estados Unidos entraram na Guerra, o Brasil optou por uma postura de colaboração crescente com os americanos e as restrições aos imigrantes das nações inimigas endureceram.
A publicação de jornais em japonês foi proibida pelo governo brasileiro e os Correios suspenderam os serviços entre Brasil e Japão. A imigração de japoneses ao Brasil foi proibida, e o navio Buenos Aires Maru, que chegou ao país em 1941, foi o último de um ciclo iniciado pelo Kasato Maru.
Após a turbulência da guerra e com a derrota do Japão, o Brasil, aos poucos, volta a resgatar o dialogo com o Japão.
Em 1952 é assinado o Tratado de Paz entre o Brasil e o Japão e uma nova leva de imigrantes chega ao Brasil para trabalhar nas fazendas administradas pelos japoneses.
Dá-se então, a continuidade de uma parceria rica em cultura, história e arte que acaba de completar 100 anos de existencia!
Nós da Ilha Grande, nos orgulhamos muito em participar da cultura e da arte desse povo magnífico e expressivo que vive na Enseada do Bananal.
Olá. Queria saber se haverá barca saindo de Angra para o festival e vice-versa, e os horários. Obrigado.
ilhagrande.org: Haverão embarcações saindo de Angra para a festa, mas os horários não foram divulgados. Aconselhamos chegar na parte da manhã e se informar no próprio cais.
Diogo Rio de Janeiro 01/07/2009
Gostaria de saber se há como eu ir da Vila do Abraão para o Bananal e voltar no mesmo dia? Vou estar hospedado na Vila do Abraão, mas queria curtir tal celebração.
ilhagrande.org: Não há translados regulares do Abraão para o Bananal. A única opção é tentar conseguir algum barqueiro (particular) ou taxi boat que faça a viagem.
Yakinaka Rio de Janeiro 22/06/2009
Olá!
Tenho o interesse de montar uma barraca com Yakisoba.
Existe essa possibilidade?Gostaria de algum contato para me informar melhor.
Obrigada!
valeria Rio de Janeiro 27/04/2009
Eu gostaria de saber mais sobre essa data tera esse ano mesmo gostaria de ir com minha mae pois ela ama essa cultura japoneza
ilhagrande.org: A data será 24, 25 e 26 de julho.
rafa Cach 16/03/2009
Gostaria da saber do Festival Japonês. Qual a data?
Obrigada!
lidia rio de janeiro 08/03/2009
este ano têm? 2009?
Marta Nomi São Paulo 02/08/2008
Parabéns pela organização desse evento.
Infelizmente não participei, mas a Pousada Nautilus me enviou o seu site e achei muito legal vocês dividirem conosco momentos tão importantes para a nossa cultura e divulgação da Ilha Grande.
Vi algumas fotos no Orkut na página da Vera Bordignon e achei muito interessante uns paineis com a história das familias japoneses que se fixaram na Ilha Grande. Gostaria que se pudessem reproduzissem essas histórias, pois achei muito interessante, mas na foto não consegui ler....rs.
Mais uma vez parabéns pela iniciativa.
Um abraço,
Marta
ilhagrande.org: Em breve publicaremos uma matéria especial com a história das famílias do Bananal.
ROSELI APARECIDA BARRERA ELIAS FAUSTO/SP 25/07/2008
Acho a cultura japonesa uma grande mararavilha.
Gostaria que me informasse sobre um tipo de bordado com o quel é feito quadros. Não sei o nome. Descobri esse bordado no Jardim Japones em Buenos Aires, só que era uma exposição e eu não consegui saber a tecnica. por favor me ajudem pois estou maravilhada com o bordado e quero muito aprender e divulgar essa tecnica da cultura japonesa
Muito obrigada.
Roseli