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São permitidas 560 pessoas por dia na Praia do Aventureiro.

Para visitar o Aventureiro você deve fazer o credenciamento no Centro de Informações da TurisAngra localizado na Avenida Ayrton Senna 580 - Praia do Anil em Angra dos Reis.

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 História da Ilha Grande   
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Ilha Grande Linha do tempo D. Pedro II  
1400   Eram os Tamoios, índios perigosos, valentes e altivos. Grande flecheiros, destros caçadores, pescadores de linha e mergulhadores. Viviam de modo diferente dos outros indígenas, suas aldeias eram fortificadas com estacas a que chamavam "caiçaras" e compunham-se de cinco ou seis ocas, abrigando cerca de 150 a duzentas pessoas no seu total. Sua língua era diferente das que eram faladas pelos índios dos arredores.
1502   Durante uma expedição exploradora, o navega­dor Gonçalo Coelho descobre para Portugal a Ilha Grande jun­to à baía de Angra dos Reis. A princípio eles pensavam que a Ilha era um continente e ao seu leste, havia a desembocadura de um grande rio. O Padre José de Anchieta, anteriormente, já havia falado dos Tamoios como os primeiros habitantes da Ilha Grande. Eles denominavam a Ilha de Ipaum Guaçu (Ipaum significando Ilha, Guaçu, grande).
1531   O colonizador e administrador da Colônia do Brasil, Martin Afonso de Souza, intermedeia uma guerra entre índios guaianases e tamoios, que disputam as áreas favoráveis à pesca na ilha.
1554   Em meados do século XVI, começa uma longa guerra entre portugueses, franceses e os índios Tamoios, que retardou sua colonização por mais de meio século. A guerra da Confederação dos Tamoios perdurou de 1554 a 1567. Alguns historiadores registram a fundação da Con­federação dos Tamoios em 1531.
1559   Don Vicente da Fonseca foi designado pelo Reino de Portugal para tomá-la à posse lusitana e administrá-la. Surge assim o primeiro núcleo colonizador, em uma fazen­da.
1617   A Ilha Grande sofreu também inúmeros ataques feitos por piratas. Eram tantos os ataques e abusos acontecendo no trecho de Cabo Frio a Santa Catarina, que Felipe II da Espanha resolveu manter uma guarda costeira para a região, nomeando Martim de Sá seu comandante em 1617.
1629   O pirata Juan Lorenzo, protegido do rei Felipe II, da Espanha, constrói uma casa-refúgio perto da praia, que ele ba­tiza de Morcego. A casa é considerada a terceira construção de alvenaria do país
1725   Com o avanço da cultura da cana de açúcar, começa a acontecer a colonização da Ilha Grande, num ciclo que se estenderá até a primeira metade do século XIX.
1726   A Ilha Grande deixa de ser paulista para ser agregada ao Rio de Janeiro, pela insistência de Luiz Vahia Monteiro, que alegava não ter condições de exterminar o contrabando e pirataria enquanto a Ilha Grande não estivesse sob sua jurisdição.
1772   O café perdurou entre 1772 e 1890, chegando, inclusive, a ser exportado para a Europa. Para se ter uma idéia da dimensão dessas atividades na Ilha Grande, apenas uma fazenda, a de Sant'Anna, tinha mais de cinco mil escravos trabalhando nas culturas do café e do açúcar. Com o término de escravos, na segunda metade do século XIX, a cultura do café tornou-se inviável, sendo abandonada. No mesmo período, ocorreu o fim da "Invencível Armada" Lusitana. Desse fato resultou a intensificação do contrabando do Pau-Brasil e muitos outros tipos de contrabando.
1803   O povoado consegue obter identidade jurídica, elevando-se à categoria de Freguesia, de Santana da Ilha Grande de Fora. Tornou-se um famoso entreposto do tráfico ilegal de escravos até a abolição da escravatura em 1888.A Ilha tambem foi elevada à condição de Paróquia, com a construção de capela nas marinhas da Fazenda de Santana, propriedade de Major Bento José da Costa. A construção atual foi terminada em 1843, depois da demolição da primeira igrejinha.
1863   O Imperador Dom Pedro II fez sua primeira visita à Angra dos Reis. Em seu Diário de Viagem, que se encontra no Museu Imperial de Petrópolis, registrou com desenhos e textos a sua passagem pela Ilha Grande, não escondendo o seu encantamento pela singular beleza da Ilha.
1884   O Imperador Dom Pedro II resolveu adquirir a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios. A propriedade da fazenda do Holandês estava compreendida entre a praia Preta até a atual ponte de atracação do Abraão. A propriedade da Fazenda de Dois Rios, estendia-se desde o Canto da praia de Santo Antônio, próximo a Lopes Mendes até o lugar denominado Mar Virado, perto da Parnaioca.
1886   Na Fazenda do Holandês foi construído o primeiro leprosário do país, batizado de Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil , mais especificamente nos casos de cólera, chegando a atender mais de quatro mil embarcações durante seus 28 anos de funcionamento.Parada obrigatória de navios negrei­ros, que ali deixam os escravos doentes. Também brancos com diferentes doenças contagiosas são mandados para o local. O imperador Dom Pedro II teve três passagens pelo Lazareto: Em abril de 1886, em agosto de 1889 e, logo em seguida na condição de prisioneiro onde aguardou o transporte que o levaria para o exílio.
1891   Somente depois de proclamada a República, em 1891, é que foram criados dois primeiros distritos: Abraão e Sítio Forte. Durante o governo do marechal Floriano Pei­xoto, o presídio de Fernando de Noronha é transferido para o então desativado Lazareto. Considerada uma cadeia de presos políticos, para lá são enviados oficiais que participaram da Revolta da Marinha. Os portos de Sant'Ana, da Ilha Grande, de Abraão e do Sítio do forte ofuscavam o de Angra dos Reis. O primeiro era o mais importante do Sul Fluminense, também a Ilha tornou-se centro de desembarque e tráfico de escravos negros trazidos da África. Até hoje, escondidas nas matas, existem ruínas das senzalas.
1893   A água para abastecer o Lazareto foi desviada do Córrego do Abraão, sendo para tanto construída uma barragem e o Aqueduto, um dos monumentos de maior importância histórica da Ilha Grande, é inaugurado. A obra determinada por Don Pedro II marca o começo do desenvolvimento da Ilha Grande.
1903   Foi criada a Colônia Correcional de Dois Rios. Por outro lado, o Lazareto foi desativado, passando a funcionar como presídio político. No final da Revolução Constitucionalista de 1932, seus internos passaram para a Colônia Correcional de Dois Rios.
1930   Assume o poder o futuro ditador Getúlio Vargas, e a Ilha Grande volta a ser usada como penitenciária para pre­sos políticos. Desta vez, eles são encaminhados para o outro la do da ilha, para uma colônia agrícola localizada na baía de Dois Rios.
1936   Ilha Grande recebe um dos seus presos políticos mais famosos, o escritor Graciliano Ramos, que mais tarde crer­nizou o lugar no livro "Memórias do Cárcere"
1938   A casa do pirata Juan Lorenzo é comprada e restaurada pelo cineasta Mário Peixoto, que ali filma cenas de Limite. Em sua mansão reúne um valioso acervo de obras do período colonial. Lá também recebe visitas ilustres, como a atriz francesa Brigitte Bardot. Décadas mais tarde o empresário e ex-­prefeito do Rio de Janeiro Israel Klabin compra a mansão.
1941   Na região da baía de Dois Rios, é construído o novo presídio, um prédio de três andares com capacidade para 600 internos. O nome muda de Colônia para Instituto Penal Cândido Mendes
1950   Na década de 50, a pesca chega ao auge, quando chega a vinte o número de "fábricas de sardinha" instaladas na Ilha Grande.
1964   O antigo presídio, onde foi o Lazareto, é dinami­tado e demolido, perdendo assim, a Ilha Grande, o seu mais importante patrimônio histórico e cultural. Até hoje existem algunas ruínas do prédio.
1965   Com o Regime Militar instalado no Brasil, o Instituto Penal Cândido Mendes volta a ser usado para acolher presos políticos. Entre nomes conhecidos que estiveram encarcerados lá, está o do jornalista Fernando Gabeira, que participou do seqüestro do em­baixador dos Estados Unidos no Brasil, assim como os de muitos outros militantes de organizações de esquerda, que ficavam jun­tos com os presos comuns.
1971   É criado o Parque Estadual da Ilha Grande (com 5.690 hectares), sob a administração do Instituto Estadual de Florestas (IEF).
1976   Morre aos 76 anos de idade o "travesti" João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, con­siderado o "malandro número um da Lapa". Aprisionado por vários anos na Ilha Grande, após sua liberdade, este personagem legendário continuou a viver na ilha, onde está sepultado.
1979   A convivência de presos políticos com presos comuns dentro dos muros do presídio dá origem à organização dos presos em falanges. À primeira delas, foi dado o nome de "CV" (Comando Vermelho), que controlava as ações criminosas e o tráfico de drogas nas cidades, de dentro do presídio.
1981   É criada a Reserva Biológica da Praia do Sul (3.600 hectares), sob a responsabilidade da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEMA).
1985   O Cândido Mendes é palco de uma das mais es­petaculares fugas da crônica policial. No último dia do ano, o traficante José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, foge da peni­tenciária resgatado por um helicóptero.
1988   Os principais líderes do Comando Vermelho são transferidos para o presídio Bangu I.
1992   Morre de complicações diabéticas no hospital Miguel Couto, Rogério Lengruber, o Bagulhão, um dos mais idolatrados integrantes do Comando Vermelho.
1994   (25 e 26 de março) - Os presos são transferidos para a Penitenciária Vicente Piragibe.
1994   (2 de abril) - Por ordem do então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola e do secretário de Justiça Nilo Batista, o prédio principal do Instituto Penal Cândido Mendes é implodido.
1996   Com o declínio da atividade pesqueira, inicia-se o desenvolvimento do turismo e juntamente com este, vem aumentando a especulação imobiliária, visando a instalação de complexos turísticos para veranistas na Ilha Grande.
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