Na Ilha Grande há uma preocupação imensa para que o carnaval de antigamente não se perca.
No carnaval antigo, a população e os moradores eram os organizadores da festa. Com blocos carnavalescos pequenos e familiares; os trajes eram fantasias; os ritmos eram marchinhas, samba-enredo; apresentava-se com orquestra completa. Isso era mais ou menos entre 1950 e 1990. Hoje em dia na Vila do Abraão é possível encontrarmos este espírito alegre de antigamente, com a preocupação de se preservar o carnaval tradicional. Talvez por isso, seja tão bom "pular" o carnaval na Ilha.
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No carnaval de rua e popular de outros lugares, entre 1990 a 2007, os jovens passaram a organizar o carnaval desejoso por inovação; os blocos aumentaram em número considerado; houve supervalorização da ala das camisetas em detrimento das fantasias; adotou-se o som mecânico; o ritmo e o estilo predominantes começaram a ser o baiano.
Os clubes passaram a ter caráter noturno com proibição para menores e as famílias ficaram praticamente sem opções de "pular" o carnaval. Porém, na Ilha Grande, o carnaval continua sendo um dos pontos fortes do turismo com muita alegria, samba no pé, segurança e simpatia.
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O carnaval da Ilha é a oitava maravilha do mundo!!!!
Considera-se a cultura carnavalesca da Ilha Grande como um bem histórico e cultural, compreende-se que ela é fruto da aquisição de conhecimentos que se interiorizam e se externalizam por atitudes, gestos, danças, músicas, enfim, fantasias que expressam o quanto se está interligado com as nossas raízes. Ela, ao mesmo tempo em que tenta se manter de acordo com os padrões estéticos tradicionais, apresenta força contrária que tende a impulsioná-la em busca da modernização.
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Ver nossos blocos, cordões e bandas colorindo as ruas da Ilha, arrastando multidões nos bares e nas praças é perceber que o sangue da cultura popular corre novamente nas veias do nosso país. Encontrar nos bailes populares, pierrôs, colombinas, clóvis, piranhas, mascarados, grupos com fantasias iguais, odaliscas, índios, palhaços, homens e mulheres com as camisetas de seus blocos ou escolas de samba é reencontrarmos a alegria de nossa gente e nosso povo.
Com tudo isso, podemos dizer que o carnaval da Ilha Grande pediu passagem mais uma vez, reuniu os bambas, sacudiu a poeira e deu a volta por cima.
Que os surdos não parem mais de marcar o ritmo deste retorno, que os tamborins e repeniques continuem a aquecer o coração dos foliões. |
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