 |
 |
Caminhos e Trilhas da Ilha Grande |
 |
|
|
 |
|
|
| Algas Marinhas |
 |
 |
 |  |  |  |
FATORES QUE INFLUENCIAM A DISTRIBUIÇÃO DAS ALGAS MARINHAS
Alguns aspectos devem ser observados antes de iniciarmos uma Fazenda de Algas Marinhas.
Certos fatores atuam de forma individual ou combinada na ocorrência, distribuição e abundância das algas marinhas bentônicas.
São eles:
a) Topografia: a natureza da costa e da plataforma determina o grau de batimento a que uma área está submetida.
b) Ondas: são determinadas pelo corpo d'água e pelos ventos. O grau de ação das ondas pode atuar como fator limitante na ocorrência das espécies (+ ou -). Esta ação é sentida até mesmo nas porções sempre submersas do costão. A altura real da onda e o grau de respingo, pode determinar a altura máxima do costão onde as algas vão se desenvolver. Dependendo do hidrodinamismo local, as plantas devem apresentar adaptações estruturais que permitam a sua eficaz fixação ao substrato.
c) Marés: Amplitude de maré é um dos principais responsáveis pela largura da faixa de algas. Quanto maior a amplitude, maior a possibilidade de formação de poças. No Rio de Janeiro, a variação diária é próxima a 1 metro, já no Amapá ela pode chegar a até 5,5 metros de altura.
d) Transporte de Sedimento: alguns organismos são incapazes de tolerar deposição de sedimento. Este tipo de influência é mais sentida na proximidade de rios e estuários. O material em suspensão pode atuar das seguintes formas: diminuindo a transparência da coluna d'água, recobrindo superfícies fotossintéticas e tendo uma ação abrasiva sob o talo.
e) Exposição Entre Marés: A permanência das algas durante parte do dia emersas, implica em perda de água. Se o tempo de exposição for muito prolongado, pode ocorrer inibição fotossintética, aumento da temperatura bem como variação da salinidade interna da célula.
FATORES FÍSICOS
a) Substrato: o tipo de substrato é de fundamental importância para a fixação das algas e para o aspecto geral da flora. Algas são abundantes em costões rochosos de várias origens, porém também podem se desenvolver em fundos de areia ou lodo.
b) Pressão: normalmente não é um fator limitante.
c) Temperatura: A distribuição geográfica das algas em função da temperatura, obedece a um padrão latitudinal. De um modo geral, existe uma maior ocorrência de algas pardas em climas temperados e de algas vermelhas na proximidade dos trópicos. Em locais onde as estações climáticas são bem marcadas, a ocorrência de determinadas espécies está associada a estações específicas, que atuam de forma marcante na fecundidade da planta. As algas que se desenvolvem em poças de maré necessitam desenvolver adaptações fisiológicas que permitam a sobrevivência durante os períodos mais quentes do dia, que implicam em elevação da temperatura, e consequentemente aumento da salinidade, em função da evaporação
d) luz: A luz é um fator limitante para algas, uma vez que como organismos fotossintéticos dependem da captação de determinados comprimentos de onda para a realização da fotossíntese. Quase todas as algas apresentam uma exigência quanto a qualidade da luz em que ocorrerá a reprodução e o desenvolvimento de esporos. O limite de ocorrência das algas está fortemente relacionado a transparência e ao grau de turbidez da água.
FATORES QUÍMICOS
a) Salinidade: Este fator é limitante em estuários e lagoas costeiras, já que a variação da salinidade implica na perda de água e portanto tem suas consequências na osmo-regulação. A sua flutuação nas poças de marés já foi mencionada.
b) Ph : A acidez da água do mar geralmente varia de 7.9 a 8.3, só se tornando limitante em locais onde ocorre aparte de efluentes domésticos el ou industriais.
c) Oxigênio: Este elemento não é limitante, uma vez a concentração na água do mar, é geralmente suficiente para a realização de funções metabólicas. A sua concentração pode ser alterada em poças de maré em função aumento do metabolismo das plantas.
d) Nutrientes: São limitantes ao desenvolvimento, no momento em que se tornam escassos. Os compostos como o nitrato e fosfato favorecem o crescimento das algas verdes, o Ca ++ deve estar presente em quantidades que permita a sua "'incorporação pelas algas calcárias. Elementos como o Mg desempenham funções vitais durante a fotossíntese, uma vez que participam do transporte de moléculas de clorofila.
FATORES BIOLÓGICOS
a) Animais: A presença de moluscos raspadores (Acmaea, Fissure/la) podem devastar determinadas faixas de algas pioneiras impossibilitando a fixação de esporos de algas de estágios sucessionais posteriores. Por outro lado, moluscos incrustantes embora não se alimentem diretamente das algas, podem causar o desprendimento de espécies que se desenvolvem ao seu redor.
Grandes populações de herbívoros podem limitar a ocorrência de várias algas.
b) Plantas: O estabelecimento de determinadas espécies de algas está diretamente condicionada a existência de uma outra. É o caso de Fucus, no qual os esporos só se desenvolvem após o estabelecimento de um tapete de Enteromorpha.
Outro exemplo é a Porphyra cujo o cultivo em bambus depende do desenvolvimento de um filme de diatomáceas. Além desta questão, existe a relação parasita-hospedeiro, que geralmente é bastante específica, onde o parasita recebe o nome do hospedeiro mais o sufixo "colax", por exemplo, Hypnea - Hypneocolax.
|  |  |  |  |
|
|
|