Cerca de 4 milhões de toneladas de algas são colhidos anualmente em todo o mundo. Os principais produtores são os chineses e os japoneses, seguidos dos americanos e noruegueses.
As algas constituem um formidável argumento de venda, para os produtos alimentares, pois são consideradas uma rica mina de saúde, contendo oligoelementos e vitaminas.
Consideradas na Ásia como alimento de reis e deuses, as algas estão nos últimos anos, conquistando o Ocidente através da culinária naturalista e até mesmo da cozinha gourmet contemporânea.
Atualmente a pesca tem caráter apenas de subsistência para as comunidades da Ilha Grande. Boa parte da população depende apenas do turismo e da economia da cidade de Angra dos Reis, o que provoca uma estagnação do desenvolvimento local.
A Maricultura de algas representa uma nova opção de renda, emprego, geração de divisas e entrada direta de capital para o município.
Através da criação de unidades de cultivo de aproximadamente 1 hectare, 5 pessoas podem operar de forma independente, constituindo um sistema de Microempresa ou de Cooperativa.
A França, que na década de 70 importava algas japonesas, dez anos depois passou a produzir algas para a indústria alimentar e para os adeptos de produtos biológicos. É o segundo produtor mundial de Carragenas. Os franceses consomem algas em quantidade mil vezes menor que os japoneses, mesmo assim o mercado vem totalizando anualmente cerca de 1,4 a 2 bilhões de francos.
Ao contrário do que acontece na Ásia oriental, o ocidente interessa-se mais pelas propriedades gelificantes e espessantes das algas.
Nos E.U.A, o McDonald's lançou o "Mc-Lean", um hamburguer de baixas calorias, à base da alga Kappaphycus.
As algas além de constituírem um tesouro mineral e vitaminado, são pobres em lipídeos, característica essencial para dietas de emagrecimento.
Também são ricas em fibras alimentares, o que pode facilitar o funcionamento intestinal, baixar a taxa de colesterol no sangue e reduzir certas infecções como o cancro do cólon.
Para a instalação de uma Fazenda Marinha é necessário a autorização das seguintes instituições:
Seap (secretaria especial de aquicultura e pesca): Fornece o Registro Geral da Pesca e Aquicultor além do Assentimento Presumido para a ocupação da área de cultivo. Também está encarregada de legislar a Aquicultura e Maricultura no Brasil.
Ibama: Regulamenta tudo que está relacionado a utilização de recursos naturais além de outorgar a ocupação de território na zona costeira marinha. Capitania dos portos: Outorga o que está relacionado ao posicionamento, dimensão e segurança da área de cultivo. Secretaria de agricultura e pesca do município: Instituição responsável pelo acompanhamento e assistência técnica de projetos com produtores locais. Deve estar ciente de projetos particulares e institucionais.